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Já passou da hora de mudar

janeiro 3, 2012 Deixe um comentário

Quando você era criança pode ter achado muito interessante aquele brinquedo que ficava na seção das crianças do sexo oposto. Se você for mulher, vai dizer que quando criança nunca pensou em pelo menos olhar a caixa daquele carrinho cheio de botões coloridos ou que você podia comandar com um controle remoto? Se você for homem, será que quando você era um menino nunca teve curiosidade de entender aquele fogãozinho que deixava sair bolhas na água da panelinha… E sem fogo? Sem contar aquelas bonecas que mudavam de cor de acordo com a temperatura da água.

As meninas vestem rosa e os meninos, azul. Menina com camiseta do Ben10? Tão estranho quanto o garotinho com a blusa da Moranguinho (ou do Limãozinho).
Por que as meninas não podem gostar de Transformers e ganhar as miniaturas de aniversário? Por que os meninos não podem ganhar o kit cozinha?
E se os brinquedos fossem separados por nível de barulho, faixa etária, número de peças…?

Os tempos mudaram, o comportamento dos homens e das mulheres também, incluindo as exigências sobre cada um. Ambos os sexos precisam ser praticamente “politudo”, precisam ter bravura, coragem e sensibilidade, saber cozinhar, escolher as roupas certas, trocar o pneu, entender de carro, ganhar seu próprio dinheiro, pagar as contas… Mas, ironicamente, mantemos e vemos tantos estereótipos e tradições ainda tão visíveis e caindo fortemente desde cedo, desde criança. Então onde está este gap quando ainda nos deparamos com sites e lojas separando os brinquedos para meninas e para meninos. Ou então, vamos tentar entender qual será a idade em que cada criança terá que se deparar com a verdade que a aguarda.

Nossa geração agora é a responsável por continuar ou acabar de vez com esse estereótipo. Nossos filhos, sobrinhos e alunos estão aí questionando mais do que qualquer outra geração questionou, pensando até em tabus. E então, o que você vai explicar?

Não culpe o consumo, ele é apenas consequência do que você está moldando na cabeça das crianças ou do que você pensa, que é reflexo do que você espera da sociedade a curto e longo prazo.

Neste filme abaixo, a garotinha pelo menos questionou todo o assunto aos 5 anos de idade.

Categorias:advertising/mkt

Você não pode curtir

novembro 23, 2011 Deixe um comentário

Sei que muitas vezes é entediante ler regulamentos e regras de promoções. Geralmente eles vêm naqueles formatos longos com letras pequenas, sem qualquer ilustração ou animação (que ajudaria bastante).

É chato, porém necessário. Estou falando principalmente com você que está louco para criar uma promoção… no Facebook, por exemplo. Clientes e até mesmo colegas de trabalho já chegaram a pegar no meu pé, tentando me provar várias outras coisas. Não rola, gente! O Facebook tem regras bem claras para promoções dentro de sua plataforma.

São algumas coisinhas bem chatas que a equipe do Mark deixa explícito, dar um “like” ou “curtir” numa fanpage como forma de inscrição em um concurso ou sorteio, é proibido. Curtir um comentário, deixar um próprio no mural da fanpage como forma de participação, também é proibido.

“Marina, tá de sacanagem?! Já vi um monte de gente fazendo isso”. Pois é, mas não pode. E aqui está o guideline de promoções dentro do Facebook: http://www.facebook.com/promotions_guidelines.php

E pessoal, vou falar uma coisa. Faz tempo que eles já estavam com essas regras, antes mesmo da última atualização (do dia 11/05/2011). Entonces, se você faz essas promoções para sua empresa, obviamente você precisa ficar de olho. E se você ainda representa uma empresa, precisa estar tão atento quanto pois a mesma está confiando em seu julgamento e decisão.

Mas e aí, como posso minha promoção dentro do Facebook? Uma das coisas que eles avisam de primeira é utilizar aplicativos de terceiros, que aí sim, você poderá usar em uma aba (que na mudança, nem é mais aba) ou em canvas. Só isso mesmo. Faça o seguinte, construa toda sua mecânica em uma página na web e use aplicativos para colocar o conteúdo dentro de uma aba, por exemplo, dentro do Facebook, ou até levá-la para uma nova página FORA da rede social.

Já viu a promoção da Kibon? A explicação está toda bonitinha lá, mas ao clicar em participar, você é levado para o ambiente externo. http://www.facebook.com/kibonbr?sk=app_160569274034582

Tem algumas outras questões que ficamos em dúvida, mas sua empresa precisa contar também com a ajuda de organizações e profissionais que possam saná-las.

Se você gosta mesmo ou se sua estratégia ainda é focar em promoções no Facebook, só precisamos  continuar na torcida para que aquele guideline tenha atualizações falando o contrário. E enquanto ele não muda, o jeito é usar os meios possíveis e pensar em outras novas.

Possibilidades

setembro 22, 2011 Deixe um comentário

Há uns 25 ou 26 anos atrás, lembro que li na escola um livrinho que contava a história de uma família que comprou uma TV especial. O aparelho exibia normalmente o conteúdo dos canais, mas era especial porque, nos intervalos comerciais, a família notou que podia interagir com o conteúdo. Eles podiam obter (sem precisar comprar, pelo que me lembre) os produtos apresentados nos comerciais, ou seja, podiam pegar diretamente da tela para sua sala.

Era uma época de imaginar como seria o futuro, das possibilidades que pareciam estar muito distantes. Época que acabei assistindo ao filme “Poltergeist” (num mesmo esquema interativo com a TV, só que de uma forma macabra) e tempos em que também vivia assistindo aos “Jetsons”.

O tempo passou e, hoje, tudo aquilo que imaginávamos ficou banal, se não ultrapassado. Está certo que ainda dirigimos sobre o chão, e que não conseguimos pegar uma pizza quentinha direto da tela da TV num comercial da Pizza Hut, mas o segredo foi o progresso feito em interatividade através de dispositivos tradicionais.

E eu fico feliz em ver que dispositivos novos surgem, são pensados, desenvolvidos, produzidos e chegam em nossas mãos, mas fico mais contente ainda em ver que não precisamos abandonar ao todo aqueles tradicionais que sempre tivemos em casa.

Creio que estamos vivendo uma época em que praticamente tudo o que pensamos é possível de ser materializado. Sim, com maior ou menor custo, maior ou menor tempo de materializá-lo, mas possível. O que esperar na publicidade do futuro? E os meios e os veículos de comunicação? O que nos aguarda em relação às possibilidades? Ou melhor, nosso psicológico chegará a um nível tão elevado de notar mudanças que ele mesmo se auto-anulará e ficará insensitivo? Não sei, mas se o impossível está ficando para trás, continuaremos alimentando essa nossa fome de concretizar sonhos e possibilidades, e da ficção virar uma realidade comum a todos.

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Distintivos como escoteiros

março 6, 2011 Deixe um comentário

redesBadges, distintivos, pins, stickers… símbolos virtuais semelhantes a troféus por atingir um objetivo nos aplicativos Foursquare, Gowalla, GetGlue, entre outros.

No Foursquare, por exemplo, você ganha o distintivo Superstar por ter visitado e dado check-in em 50 lugares diferentes. No Gowalla, o Wanderer pin é dado ao visitante de 5 lugares diferentes. Estes exemplos citados referem-se a algumas das redes sociais baseadas em geolocalização.
Mas também temos o GetGlue que não é baseado em geolocalização, mas em experiências (filmes ou programas que você está assistindo, livros que está lendo, canções que está escutando…), então por exemplo, você também recebe o sticker “Check-in Pro” ao ter assistido a 25 programas diferentes na TV durante a semana.

badges, pins, stickers

Distintivos citados acima.

“O que eu ganho com isso?”
Por enquanto, nada.
Mas como todo troféu, medalha ou certificado, estes distintivos são símbolos de diversão entre seus amigos da mesma rede social. E acredite ou não, quando você começa, você fica com aquela coceirinha na mão para atingir os próximos badges, visitando os lugares ou assistindo a alguns filmes.
Compare isso a quando você passa de nível no CityVille, de status no Texas Holdem Poker, Farmville, etc, é apenas algo para sua automotivação em atingir objetivos através do uso intenso da ferramenta.

“As empresas estão por dentro?”
Sim, e como!

Starbucks: Barista

Badge especial da Starbucks

No momento, estão trabalhando o branding, reforçando a marca, transformando seus badges próprios e customizados em cenouras. Quer exemplos?
No Foursquare, o badge “Starbucks: Barista” está em seu inventário a partir do momento em que você visita 5 lojas diferentes da marca.

O GetGlue é mais ousado ainda disponibilizando praticamente um sticker para cada programa (que você nem espera receber um). Ao assistir a um episódio da série “House”, você recebe o sticker “Med Student”. Assistindo ao filme “Cisne Negro”, você também ganha o sticker “Black Swan”, ou então o sticker “The Oscars” caso você tenha assistido a esta cerimônia. Bom, por enquanto os stickers do GetGlue estão baseados apenas em séries, filmes e livros estrangeiros, mas talvez não demore até os brazucas terem autorização.

stickers

Stickers comerciais do GetGlue

Mas acima de tudo, o que as empresas talvez mais gostem é que os usuários compartilham com seus amigos seus gostos, hábitos e ações, usando as marcas.

Nunca testou um desses? Experimente e não se preocupe, pois assim como seus check-ins, você não é obrigado a compartilhar com seus amigos pelo Facebook ou Twitter.

Este artigo também foi publicado nos links abaixo:

http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Distintivos_como_escoteiros

http://revistamakingof.com.br/17,34560-distintivos-como-escoteiros.htm

LinkedIn – você realmente sabe tirar proveito?

fevereiro 20, 2011 1 comentário

LinkedIn

Coisas que já ouvi a respeito do LinkedIn:

“O LinkedIn não funciona”
“Ah, eu estou lá, mas nem lembro a senha”
“Linke… o quê?”

Ouvi esses e outros comentários de pessoas pouco ou muito envolvidas com redes sociais, mas o drama é que foram todas de profissionais mesmo.

Nota: Se você não sabe o que é o LinkedIn, busque no Google.

Como se trata de uma rede social, é muito óbvio que não basta ter apenas seu registro por lá. Se você vai apenas deixar seu nome e nada mais, queima menos seu filme apagar sua conta.

Nem que você tenha uma conta free, você consegue ver as últimas pessoas (ou suas funções em x empresa) que olharam seu perfil, ficar por dentro de contratações e demissões de qualquer empresa, vagas, etc.

Recomendações. Sim, você pode receber a recomendação de alguém que trabalhou com você, assim como você pode fazer o mesmo com quem você realmente gostou de trabalhar. Eu acho que é a parte mais delicada desta rede social porque você pode ter uma grande rede de contatos que não sabe utilizar tal recurso do LinkedIn ou não se lembra de fazê-lo, encontro também casos de “permuta” e várias outras situações possíveis de se encontrar. Mas a que eu acho a rainha das terríveis é ficar incomodando seus contatos até que eles façam uma recomendação sobre você. Então eu sugiro uma revisão de seus contatos.

“Preenchi tudo, mas e aí?”

Daí vai depender muito mais de um trabalho seu na rede social do que da demanda do mercado.
Sabe aqueles grupos disponíveis no LinkedIn? Geralmente eles dispõem de vários tópicos de discussão, e acredite, tem empresas e profissionais de RH de olho em vários destes tópicos e comentários. Mas sua participação precisa ser relevante, não adianta “abrir a boca e dizer o óbvio”.

Os contratantes ficarão de olho (curto ou longo prazo), checando tanto seu conhecimento, desenvoltura em tentar dar soluções, quanto sua participação.
Você que já recebeu propostas de trabalho ou contato para entrevistas através do LinkedIn, sabe do que estou falando, não?

Categorias:advertising/mkt, tech

“Ei, Facebook! Onde o senhor pensa que vai?”

fevereiro 18, 2011 Deixe um comentário

Google vs. Facebook

“Não é justo!”, deve pensar o Google em relação ao seu co-estrelato atual com o Facebook.

O Google realmente deve ficar assustado após reinar com tanto conforto, não só no serviço de buscas, mas também no sistema de anúncios na web (criação do AdWords em 2000 e a compra do sistema AdSense 2 anos depois), que é o que realmente gera receita ao gigante e seus afiliados. Tudo por causa da rede social de Zuckerberg, o Facebook.

Está certo, atualmente ainda há o gigantismo e o poder praticamente onisciente do Google na publicidade online, mas é impossível não admirar o progresso do sistema de anúncios do Facebook. E outra, estamos falando apenas de uma rede social, ou seja, é como se o Orkut do Google tivesse tal obrigação e responsabilidade de ser tal fenômeno, apenas ele mesmo.

Mas onde apostar as fichas? Ou melhor, onde investir nossa verba de marketing? Google Adwords + AdSense ou Facebook? Qual trará maior retorno?

Depende do seu objetivo, target, de seu planejamento de campanha, tempo, outras mídias também presentes no plano e muitos outros fatores. Ainda existem diferenças entre os sistemas do Google e do Facebook. No primeiro, é quase impossível não ter sua presença em milhões de sites, blogs, buscadores e redes sociais por AdWords e AdSense (e acredite, até mesmo na hora de escolher sites específicos onde você gostaria de ter seu anúncio exibido, o Facebook é uma opção!?), sem contar a flexibilidade na hora de criar seu anúncio (formato texto, gráfico, vídeo ou mobile). No segundo, a exibição dos anúncios é interna, ou seja, apenas no próprio Facebook, mas como você já sabe, esta rede social possui milhões de usuários ativos no mundo. O formato do anúncio é restrito, mas a questão da escolha do target é bem mais precisa.

Resumindo, entre Google e Facebook, tudo é uma questão de estratégia.

Este artigo também pode ser lido no link abaixo:
http://www.proxxima.com.br/proxxima/redes_sociais/noticia/20110512-Ei-Facebook-Onde-o-senhor-pensa-que-vai.html

Categorias:advertising/mkt, tech

Lembre-se: você é apenas o paciente

dezembro 9, 2010 Deixe um comentário

Patientslikeme

A primeira vez que ouvi falar no patientslikeme.com foi na InterCon 2009, e nesta última INFO, saiu também sobre o mesmo na coluna de Don Tapscott.

Na verdade, quando você tem um assunto extremamente delicado como “saúde”, ainda mais em compartilhamento de informações por redes sociais na Internet, qualquer um talvez faça aquela pergunta: “O paciente poderia fazer seu próprio diagnóstico e decidir quais os passos a seguir, sem o auxílio de médicos?”. Não.

Obviamente, ainda precisamos destes profissionais que estão vivendo o dia-a-dia em pesquisas específicas, casos clínicos que mal chegarão ao conhecimento de outras pessoas leigas, aliados ao seu próprio conhecimento como profissionais de saúde.

Eu acredito muito que você pode consultar, pesquisar, gerar leves hipóteses para conversar e esclarecê-las com seu médico de confiança, mas nada que você deva fazer sua automedicação por informações de pessoas não-especializadas, dentro ou fora da Internet.

Há um outro ponto em relação a assuntos delicados em redes sociais. Em algumas apresentações que fiz, onde também comentei rapidamente sobre a função do patientslikeme.com como uma “rede social” específica, eu exibia meu ponto de vista em relação ao que poderia ocorrer com a mesma se ela fosse popularizada e a maioria de seus usuários fossem brasileiros. Talvez funcionasse por um tempo, não sei, mas eu também acho que uma possível “orkutização” não estaria tão longe para uma rede séria como esta. Você nunca sabe quando os miguxos começam querer invadir seu território. Talvez, nem só estes casos, mas também a preocupação com interesses comerciais de pequenos e médios laboratórios se envolvendo de formas estratégicas para “fisgar” um público.

De qualquer forma, qualquer tipo de informação que envolva “saúde” e que seja levado para as redes sociais na Internet, precisa ser verídica e confirmada pelas pessoas que a divulgam. A rede só vai permitir a difusão da mesma, e o cuidado e consequências a partir disso, são das próprias pessoas que lidarão com tal informação.

Categorias:advertising/mkt, tech
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